Bitcoin: a moeda do futuro?

A digitalização das coisas físicas se torna cada vez mais realidade conforme os avanços tecnológicos. Pelas redes sociais, virtualizamos as relações; com jogos e videogames, a diversão também não é mais exclusiva do plano material. Inevitavelmente, com o dinheiro também aconteceria o mesmo.

O que começou com cartões de crédito transferindo bolos de cédulas a uma conta bancária, condensando notas e notas de papel em um pequeno microchip acoplado ao cartão, hoje dá margem para a substituição da moeda física para uma moeda totalmente virtual: o bitcoin.

Trata-se de uma criptomoeda descentralizada e irrastreável, ou seja, não possui nem depende de um Banco Central para sua emissão e controle. Dessa maneira, a transação se dá diretamente do emissor ao recipiente, onde o próprio usuário administra o sistema. É produzida a partir de uma rede de usuários que “emprestam” a capacidade de suas máquinas para “minerar” a criptomoeda.

Engana-se quem pensa que apenas para algumas compras específicas pode-se usar essa forma de pagamento. Hoje, já é possível contratar serviços ou adquirir produtos no mundo inteiro. Cada dia cresce o número de países e empresas a adotar o novo modelo: em abril deste ano, o Japão adotou o bitcoin como forma legal de pagamento, enquanto a Rússia já estuda métodos de regular a moeda a fim de driblar ilegalidades.

Em outros lugares, no entanto, a utilização ainda é freada. A China, por exemplo, ordena o fechamento de casas de câmbio e proíbe abertura de capital na bolsa a partir de criptomoedas.

No Brasil, teoricamente falando, é possível viver unicamente com o bitcoin, usando-o para quaisquer transações virtuais. Embora existam atividades ilícitas praticadas por usuários da moeda, normalmente se restringem às camadas mais obscuras da Deep Web.

Embora a Receita Federal tenha divulgado neste ano instruções para declarar imposto de renda com bitcoin, ela conta exclusivamente com a honestidade do declarante. Por que? Simples: a moeda, como mencionado, é irrastreável. Diferente de nossas contas bancárias que são vigiadas a partir de softwares, com a moeda digital isso ainda não é possível.

E o contador deve ter um papel estratégico nessa questão. É fundamental manter-se atento às mudanças do cenário econômico, tendo em vista as parcelas crescentes que o segmento toma.

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